{"id":66,"date":"2015-02-07T19:11:48","date_gmt":"2015-02-07T19:11:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pequod.com.br\/2015\/?p=66"},"modified":"2015-02-10T03:14:05","modified_gmt":"2015-02-10T03:14:05","slug":"a-tempestade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.pequod.com.br\/2015\/a-tempestade\/","title":{"rendered":"A tempestade"},"content":{"rendered":"<p><strong><div class=\"jq-tabs tabs_wrapper tabs_\"><ul><li><a href=\"#tab-69f4fab01ba1e-1\">Sinopse<\/a><\/li><li><a href=\"#tab-69f4fab01ba1e-2\">Textos<\/a><\/li><li><a href=\"#tab-69f4fab01ba1e-3\">Cr\u00edticas<\/a><\/li><li><a href=\"#tab-69f4fab01ba1e-4\">Ficha t\u00e9cnica<\/a><\/li><li><a href=\"#tab-69f4fab01ba1e-5\">Condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas<\/a><\/li><\/ul><div id=\"tab-69f4fab01ba1e-1\"><\/strong><\/p>\n<p><strong>ESTREIA:<\/strong>\u00a0OUTIUBRO\u00a0DE 2012<\/p>\n<p><strong>LOCAL:<\/strong>\u00a0\u00a0TEATRO MUNICIPAL DO JOCKEY<\/p>\n<p><strong>ELENCO ORIGINAL:<\/strong>\u00a0ANDR\u00c9 GRACINDO, RAQUEL BOTAFOGO,<br \/>\nLILIANE XAVIER, MARIANA FAUSTO, GUSTAVO BARROS, MIGUEL ARA\u00daJO, PAULO GIANNINI, PEDRO FLORIM<br \/>\nE THALES COUTINHO<\/p>\n<p><strong>PR\u00caMIOS E INDICA\u00c7\u00d5ES:<\/strong>\u00a0PR\u00caMIO SHELL DE TEATRO (CATEGORIA MELHOR ILUMINA\u00c7\u00c3O)<br \/>\nPREMIO SHELL DE TEATRO (CATEGORIA ESPECIAL)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pe\u00e7a trata de quest\u00f5es humanas como o desejo de liberdade e, para o personagem principal, Pr\u00f3spero, o desejo de revanche. Sendo Duque de Mil\u00e3o, Pr\u00f3spero \u00e9 deposto pelo irm\u00e3o Ant\u00f4nio e abandonado em alto mar juntamente com sua filha, Miranda. Doze anos depois, tendo encontrado uma ilha, o nobre tornou-se um mago capaz de manipular for\u00e7as da natureza para reencontrar seu irm\u00e3o traidor. Misteriosa e profundamente enigm\u00e1tica, esta obra apresenta uma gama de personagens que se encaixam perfeitamente no perfil atual da PeQuod, sugerindo novos caminhos maravilhosos em termos de encena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><\/div><div id=\"tab-69f4fab01ba1e-2\"><\/strong><\/p>\n<p>E LA NAVE VA<\/p>\n<blockquote><p>E nesta ilha desolada, nada vos far\u00e1 escapar dessa f\u00faria,<br \/>\na n\u00e3o ser o arrependimento e a busca de uma vida imaculada.<br \/>\nA Tempestade, Ato III, Cena III<\/p><\/blockquote>\n<p>Nestes \u00faltimos dois anos, a PeQuod embrenhou-se em mais um projeto de grande ousadia: trazer Shakespeare para a sua seara e verificar que aproxima\u00e7\u00f5es poderiam ser constru\u00eddas em torno da linguagem caracter\u00edstica desta companhia com a mais misteriosa obra do bardo. Fomos surpreendidos pelo fundo falso da obra, que, se a princ\u00edpio dava amostras de compatibilidade com o nosso of\u00edcio, em um segundo momento revelou a periculosidade desse encaixe. Depois de muitas vers\u00f5es, in\u00fameras tentativas, muito sangue, suor e l\u00e1grimas (estas, em bem maior quantidade), chegamos a um princ\u00edpio norteador da montagem, em que nossa maior \u201cespecialidade\u201d pouco contribu\u00eda para o levantamento dest\u2019A Tempestade. Deste modo, instalou-se o grande desafio entre n\u00f3s: para montar Shakespeare, este Shakespeare, depend\u00edamos essencialmente de n\u00f3s, dos nossos corpos, nossas express\u00f5es e nossa capacidade de transformar algo escrito h\u00e1 tanto tempo atr\u00e1s em vida. Em vida novamente. A gesta\u00e7\u00e3o deste espet\u00e1culo nos trouxe um filho bem diferente dos outros tantos. A quest\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es estabelecidas entre os personagens da pe\u00e7a e do tr\u00e2nsito de poder evidenciou-se, impondo novas discuss\u00f5es na PeQuod. Ao falarmos das rela\u00e7\u00f5es de poder, imposs\u00edvel n\u00e3o falar de pol\u00edtica. Talvez este seja nosso primeiro esbo\u00e7o sobre o tema.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que este projeto modificou-nos como grupo. Temos certeza tamb\u00e9m de que foram abertos alguns canais de express\u00e3o de cada indiv\u00edduo que passou por este projeto, proporcionando uma riqueza a mais no nosso trabalho. A dor latente de alguns personagens da pe\u00e7a impregnou-se em n\u00f3s e nos empurrou para um abismo ainda n\u00e3o explorado pela PeQuod. Desta vez, os bonecos ficaram em casa; precis\u00e1vamos de vida verdadeiramente vivida no palco, n\u00e3o poder\u00edamos contar com a destreza da t\u00e9cnica, a perfei\u00e7\u00e3o das formas, a pureza que s\u00f3 um boneco tem. Precis\u00e1vamos de carne, sangue, ossos e, sobretudo, das nossas imperfei\u00e7\u00f5es. Lentamente, o ritual de sacrif\u00edcio foi preparado, montado, desmontado, vestido, despido, tramado at\u00e9 chegarmos a esta forma final, que, obviamente, n\u00e3o finaliza nunca e se refaz nas noites em que h\u00e1 espet\u00e1culo. Nas noites em que n\u00e3o h\u00e1 tamb\u00e9m. Nosso trabalho aqui serviu-nos para exercitar nossas capacidades interpretativas, crescermos como artistas e entendermos um pouquinho mais sobre n\u00f3s mesmos. Isto parece t\u00e3o \u00f3bvio, mas, perdoem-nos, n\u00e3o \u00e9. Sa\u00edmos deste longo processo refeitos, renovados, embora estranhos a n\u00f3s mesmos. O infort\u00fanio foi nosso companheiro na sala de ensaio. Se, por um lado, isso potencializou capacidades que h\u00e1 muito precisavam de exposi\u00e7\u00e3o, por outro obrigamo-nos a transformar dificuldades de v\u00e1rias ordens em celebra\u00e7\u00e3o. Celebremos, pois! Somos todos sobreviventes de um naufr\u00e1gio. Quando a noite chega, dirigimo-nos a um lugar estranho, cheio de luz e sombra. Cheio de som e f\u00faria que n\u00e3o significa nada.<br \/>\nNesta jornada, novos e antigos companheiros embarcaram nesta PeQuod rumo a um mar de inquieta\u00e7\u00f5es das mais estranhas e perigosas. Agradecemos a todos que se lan\u00e7aram nesta aventura com o cora\u00e7\u00e3o aberto.<\/p>\n<p>Passamos por uma tempestade, isto \u00e9 certo. Mas estamos vivos!<\/p>\n<p>Miwa Yanagizawa e Miguel Vellinho<\/p>\n<p><strong><\/div><div id=\"tab-69f4fab01ba1e-3\"><\/strong><\/p>\n<p><strong>CR\u00cdTICA PUBLICADA NO BLOG IDA VICENZIA \u2013 CR\u00cdTICA DE TEATRO<\/strong><\/p>\n<p>S\u00c1BADO, 17 DE NOVEMBRO DE 2012<br \/>\nA TEMPESTADE<\/p>\n<p>Em cartaz no Teatro do Jockey at\u00e9 dia 16 de dezembro, \u201cA Tempestade\u201d, de William Shakespeare, tradu\u00e7\u00e3o de Geraldo Carneiro; dire\u00e7\u00e3o Miguel Vellinho e Miwa Yanagizawa; dramaturgia e adapta\u00e7\u00e3o de Izadora Schettert, em trabalho conjunto com os diretores. Marcos Nicolaiewsky \u00e9 o art\u00edfice dos objetos em cena. O projeto \u00e9 do PeQuod.<\/p>\n<p>Trata-se de um Shakespeare \u201cde anima\u00e7\u00e3o\u201d, por isso estabelecemos nesta cr\u00edtica, como primeiro passo, as atividades pr\u00e9-c\u00eanicas citadas acima, e que tanto influenciam a cena. O resultado, inusitado para um Shakespeare, \u00e9 um espet\u00e1culo ilustrado pelos movimentos brev\u00edssimos de uma performance oriental. Embora tal afirma\u00e7\u00e3o possa parecer estranha, tudo no espet\u00e1culo, desde as ondas do mar, as \u00e1rvores na mata, as embarca\u00e7\u00f5es na tempestade, os jogos &#8211; s\u00e3o trabalhos t\u00e3o delicados (executados em papel) que, unidas a sons e luzes, e ao desempenho dos atores, provocam sensa\u00e7\u00f5es que nos remetem a uma realidade al\u00e9m da nossa, influenciada que \u00e9 pelo teatro ocidental, a uma realidade po\u00e9tica e agressiva t\u00e3o&#8230; oriental! \u00c9 o \u201cteatro\u201d, muito al\u00e9m da palavra. Parece estranho, em se tratando de Shakespeare, que a palavra n\u00e3o se transforme no dom\u00ednio da a\u00e7\u00e3o. Nesta fantasia de sons, luzes e sombras h\u00e1 o esbo\u00e7o de um teatro oriental que, segundo as palavras de Yun-Cheol, presidente da AICT \u2013 \u201cn\u00e3o fornece uma vers\u00e3o da realidade, mas uma esp\u00e9cie de jogo, em que o \u201cestilo\u201d \u00e9 mais importante do que a \u201cnarrativa\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos querendo dizer, com isso, que a narrativa de Shakespeare n\u00e3o seja estrutural, por\u00e9m, neste caso, ela n\u00e3o \u00e9 dominante, est\u00e1 integrada a outros fatores que a comp\u00f5e, independentes dela. Da\u00ed o mist\u00e9rio de sua proposta. Ariel, por exemplo, aquele ser da floresta (bela interpreta\u00e7\u00e3o de Mariana Fausto), n\u00e3o tem compromisso com a palavra, mas com os gestos. \u00c9 um esp\u00edrito encantado. Ele depende muito mais da concep\u00e7\u00e3o de quem o apresenta. H\u00e1 v\u00e1rios Ariel&#8230;, por\u00e9m o de Vellinho e Miwa, desenvolvido por Mauricio Dur\u00e3o &#8211; atrav\u00e9s de sua trilha sonora &#8211; e por Renato Machado, atrav\u00e9s da luz, provoca um bem sucedido encantamento, em sua transposi\u00e7\u00e3o para a cena. Esse \u00e9 um fator de \u201cestilo\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1, na cena em geral, um envolvimento m\u00e1gico &#8211; e a constata\u00e7\u00e3o de como \u00e9 simples realizar coisas belas. Essa montagem talvez tenha sido a mais delicada e verdadeira, das vers\u00f5es a que j\u00e1 me foi dado assistir. Pr\u00f3spero, por exemplo, o destronado duque de Mil\u00e3o (interpretado com carisma por Andr\u00e9 Gracindo) tem apari\u00e7\u00f5es e desaparecimentos s\u00fabitos \u2013 proporcionados pela luz e pelo \u00e2ngulo em que o ator se projeta &#8211; na cena. Esses recursos s\u00e3o testemunhos de sua integra\u00e7\u00e3o e da viv\u00eancia misteriosa que ele estabelece na ilha em que est\u00e1 condenado a viver (e o faz por um longo tempo). H\u00e1 uma hierarquia (amorosa), criada por ele, onde n\u00e3o impera a amea\u00e7a do tirano. Como a magia comanda a sobreviv\u00eancia na ilha, e o poder da magia, que Pr\u00f3spero domina, est\u00e1 acima da vida e da morte, ele precisa somente domin\u00e1-la, para ser respeitado.<\/p>\n<p>Ariel se torna uma esp\u00e9cie de secret\u00e1rio de Pr\u00f3spero, e aceita a perda provis\u00f3ria de sua liberdade. Ele, que \u00e9 o esp\u00edrito livre da floresta, aceita colaborar com o Bem, no momento devido. A hierarquia, estabelecida por Pr\u00f3spero, na ilha, ap\u00f3s o naufr\u00e1gio, \u00e9 obedecida por todos, inclusive pela doce e decidida Miranda, sua filha (interpretada com verdade por Raquel Botafogo), e tamb\u00e9m por Caliban (um excelente Paulo Giannini), o g\u00eanio do Mal, que serve a contragosto a seu senhor, at\u00e9 se aproximar de outro ser, que considera mais poderoso do que Prospero. Grotesco, primitivo e bajulador, Paulo Giannini se sai muito bem do desafio.<\/p>\n<p>Como s\u00f3i acontecer, nas pe\u00e7as de Shakespeare, os \u201crepresentantes do povo\u201d, t\u00e3o queridos ao autor, tamb\u00e9m aparecem em \u201cA Tempestade\u201d nas figuras do \u201cjester\u201d Tr\u00fanculo (Liliane Xavier em hil\u00e1ria e competente interpreta\u00e7\u00e3o), e o drunken \u201cButler\u201d Estefano (Gustavo Barros, tamb\u00e9m entregue positivamente ao papel). A ilha \u00e9 um mundo, no qual todos os sentimentos se manifestam. H\u00e1 inveja, intriga, amor (a cena do enamoramento de Miranda com o filho do rei de N\u00e1poles, Fernando (Miguel Araujo) \u00e9 sutil e cheia de encantamento. H\u00e1 momentos de grande beleza, nesta montagem. Mas, e principalmente, devemos destacar a sua singeleza, seja nos figurinos (destaque para o de Ariel) de Daniele Geammal; na a\u00e7\u00e3o, ou no cen\u00e1rio (Carlos Alberto Nunes). A equipe t\u00e9cnica \u00e9 respons\u00e1vel pela magia em cena, tendo na ilumina\u00e7\u00e3o de Machado o seu ponto forte. H\u00e1, na cena, o predom\u00ednio dos tons past\u00e9is, o que d\u00e1 a ela a apar\u00eancia de fatos acontecidos em \u201cum longo tempo atr\u00e1s\u201d, estabelecido pelas sombras de Cisko Diz, e o cen\u00e1rio de Carlos Alberto Nunes.<\/p>\n<p>Enfim, a hist\u00f3ria de \u201cA Tempestade\u201d \u00e9 bem conhecida: um irm\u00e3o usurpa o trono ao herdeiro e o abandona em um barco, para morrer em pleno oceano, na companhia de sua filha Miranda. Mas o pai, Pr\u00f3spero, conhecedor das magias da natureza e da for\u00e7a dos seres da floresta, se comunica com eles. O representante nefasto dessas for\u00e7as \u00e9 Caliban. Em resumo, Shakespeare fala em trai\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m em perd\u00e3o e amor. Este aparece quando o rei de N\u00e1poles, que tamb\u00e9m naufraga na ilha (a\u00e7\u00e3o de Pr\u00f3spero?), possibilita a Miranda conhecer um jovem, Fernando, o filho do rei. Eles se apaixonam e tudo acaba bem. No final da pe\u00e7a, Ariel \u00e9 devolvida a seu reino na floresta, e Caliban tem nova oportunidade na vida. E o traidor irm\u00e3o do duque, Antonio (Gustavo Barros), recebe o perd\u00e3o de Prospero. Pedro Florim e Tales Coutinho fazem pequenas interven\u00e7\u00f5es como os lordes e o velho amigo e defensor de Prospero no reino.<\/p>\n<p>Para encerrar, a bela frase do duque de Mil\u00e3o: \u201ca vida \u00e9 feita do material de que s\u00e3o feitos os nossos sonhos\u201d (desculpem a tradu\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria), frase chave na pe\u00e7a: a mais reconhecida. Pois ela quase \u00e9 perdida, ao menos no dia em que assisti, tal a surpresa de Prospero, ao perceber que alguns de seus s\u00faditos (os da plateia), n\u00e3o a conseguiam captar. A delicadeza nos impede de mencionar a falha (do p\u00fablico), mas o certo, &#8220;meu doce Shakespeare&#8221;, \u00e9 que \u00e0s vezes jogamos ao desconhecido os nossos sonhos mais amados, e os vemos cair no vazio. O duque de Mil\u00e3o perdeu o arroubo, e quase a eleg\u00e2ncia, ao pronunciar a bela frase. E essa foi a \u00fanica grande perda, no dia em que assisti &#8220;A Tempestade&#8221;. Mas a arte \u00e9 assim mesmo, cheia de altos e baixos. Um consolo: foi \u00fanico sen\u00e3o do ator Andr\u00e9 Gracindo, em um trabalho de personagem t\u00e3o bem desenvolvido. Conclus\u00e3o: h\u00e1 um longo caminho a percorrer at\u00e9 o dia em que o &#8220;sonho&#8221; seja reconhecido, e encontrado, por pessoas que nele acreditam. \u00c9 para estas pessoas que indico \u201cA Tempestade\u201d, do PeQuod, um espet\u00e1culo de beleza singela.<br \/>\nhttp:\/\/idavicenzia.blogspot.com.br\/<\/p>\n<p><strong><\/div><div id=\"tab-69f4fab01ba1e-4\"><\/strong><\/p>\n<p><strong>Texto:<\/strong> William Shakespeare<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong> Geraldo Carneiro<\/p>\n<p><strong>Dramaturgia\/Adapta\u00e7\u00e3o:<\/strong> Izadora Schettert, Miwa Yanagizawa<br \/>\ne Miguel Vellinho<\/p>\n<p><strong>Elenco:<\/strong> Andr\u00e9 Gracindo, Gustavo Barros, Liliane Xavier, \u0003Mariana Fausto,<br \/>\nMiguel Ara\u00fajo, Paulo Giannini, \u0003Pedro Florim, Raquel Botafogo<br \/>\ne Thales Coutinho<\/p>\n<p><strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Miguel Vellinho e Miwa Yanagizawa<\/p>\n<p><strong>Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Izadora Schettert<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio:<\/strong> Carlos Alberto Nunes<\/p>\n<p><strong>Figurino:<\/strong> Daniele Geammal<\/p>\n<p><strong>Ilumina\u00e7\u00e3o:<\/strong> Renato Machado<\/p>\n<p><strong>Dire\u00e7\u00e3o musical e trilha sonora:<\/strong> Maur\u00edcio Dur\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Design gr\u00e1fico:<\/strong> Roberta de Freitas e Nat\u00e1lia Quinder\u00e9<\/p>\n<p><strong>Fotografia:<\/strong> Simone Rodrigues<\/p>\n<p><strong>Assessoria de imprensa:<\/strong> Roberta Rangel<\/p>\n<p><strong>Confec\u00e7\u00e3o dos objetos de anima\u00e7\u00e3o:<\/strong> Marcos Nicolaiewsky<\/p>\n<p><strong>Desenhos das sombras:<\/strong> Cisko Diz<\/p>\n<p><strong>Equipe de confec\u00e7\u00e3o:<\/strong> Marcos Nicolaiewsky, Andr\u00e9 Gracindo<br \/>\ne Izadora Schettert<\/p>\n<p><strong>Confec\u00e7\u00e3o de adere\u00e7os e assist\u00eancia de cenografia\u0003:<\/strong> Gabi Windm\u00fcller<br \/>\ne Margareth Moura<\/p>\n<p><strong>Assistente de figurino:<\/strong> Inessa Azevedo<\/p>\n<p><strong>Confec\u00e7\u00e3o de figurino:<\/strong> Ateli\u00ea Suely Gerhardt \u0003<\/p>\n<p><strong>Equipe do ateli\u00ea:<\/strong> Larlis Brito, Danielle Arigoni, \u0003<br \/>\nRosa Maria Rosa e Vera Gerhardt<\/p>\n<p><strong>Ajudantes de figurino:<\/strong> Marlene de Paula e Renata Cortes<\/p>\n<p><strong>Cenot\u00e9cnico:<\/strong> Ivam Henriques Lessa<\/p>\n<p><strong>Camareira:<\/strong> M\u00f4nica Souza<\/p>\n<p><strong>Opera\u00e7\u00e3o de som:<\/strong> Telma Lemos<\/p>\n<p><strong>Opera\u00e7\u00e3o de luz:<\/strong> Felipe Medeiros<\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnico de palco:<\/strong> Renato Silva<\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnico de luz:<\/strong> Kadu Moura<\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnico de som:<\/strong> Pedro Benevides<\/p>\n<p><strong>Assist\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Rosite Val<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> executiva Andr\u00e9 Roman<\/p>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o PeQuod:<\/strong> Liliane Xavier<\/p>\n<p><strong>Dire\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Lilian Bertin<\/p>\n<p><strong>Auxiliar administrativo:<\/strong> Alex Nunes<\/p>\n<p><strong>Estagi\u00e1rios:<\/strong> PeQuod Cisko Diz, Margareth Moura, Inessa Azevedo e Jo\u00e3o Eizo<\/p>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o art\u00edstica:<\/strong> Miguel Vellinho<\/p>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o do projeto:<\/strong> S\u00e9rgio Saboya<\/p>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica:<\/strong> Liliane Xavier e Carlos Alberto Nunes<\/p>\n<p><strong>Administra\u00e7\u00e3o do projeto:<\/strong> Associa\u00e7\u00e3o Quarto Ato<\/p>\n<p><strong>Realiza\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Associa\u00e7\u00e3o Quarto Ato e Cia PeQuod \u2013 Teatro de Anima\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong><\/div><div id=\"tab-69f4fab01ba1e-5\"><\/strong><\/p>\n<p>EM BREVE&#8230;<\/p>\n<p><strong><\/div><\/div><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><a href=\"#tab-69f4fab01fd9e-1\">Sinopse<\/a><a href=\"#tab-69f4fab01fd9e-2\">Textos<\/a><a href=\"#tab-69f4fab01fd9e-3\">Cr\u00edticas<\/a><a href=\"#tab-69f4fab01fd9e-4\">Ficha t\u00e9cnica<\/a><a href=\"#tab-69f4fab01fd9e-5\">Condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas<\/a><br \/>\nESTREIA:\u00a0OUTIUBRO\u00a0DE 2012<br \/>\nLOCAL:\u00a0\u00a0TEATRO MUNICIPAL DO JOCKEY<br \/>\nELENCO ORIGINAL:\u00a0ANDR\u00c9 GRACINDO, RAQUEL BOTAFOGO,<br \/>\nLILIANE XAVIER, MARIANA FAUSTO, GUSTAVO BARROS, MIGUEL ARA\u00daJO, PAULO GIANNINI, PEDRO FLORIM<br \/>\nE THALES COUTINHO<br \/>\nPR\u00caMIOS E INDICA\u00c7\u00d5ES:\u00a0PR\u00caMIO SHELL DE TEATRO (CATEGORIA MELHOR ILUMINA\u00c7\u00c3O)<br \/>\nPREMIO SHELL DE TEATRO (CATEGORIA ESPECIAL)<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA pe\u00e7a trata de quest\u00f5es humanas como o desejo de liberdade e, para o personagem principal, Pr\u00f3spero, o desejo de revanche. 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