fotos e releases
o espetáculo
ficha técnica
cond. técnicas
críticas

Numa época e lugar indefinidos, nasce a tragicômica história de amor entre um vampiro e uma bela jovem. Abandonada num castelo, ela demonstra tendências suicidas, enquanto ele amarga a maldição da vida eterna. Um caçador de vampiros completa o bizarro triângulo amoroso.

Sem palavras, apenas com ação, o espetáculo faz uso de um humor ferino para falar de solidão, desilusão, amor, perdas e danos, misturando referências do desenho animado, dos filmes de terror e da literatura gótica. A montagem procura reproduzir no palco os efeitos de enquadramento, edição e movimentação de câmera característicos do cinema, além do nonsense e das gags típicas dos filmes de animação.

 

 

 

Ficha Técnica

 

Direção e Roteiro: Miguel Vellinho
Elenco: Mariane Gutierrez, Symone Strobel, Liliane Xavier, Marcio Nascimento e Márcio Newlands.
Figurinos: Maurício Carneiro
Iluminação: Renato Machado
Concepção Cenográfica: Miguel Vellinho
Cenografia: Andréa Renck
Trilha Sonora: André Luiz
Assistência de figurino: Alzira Andrade
Assistência de cenografia: Márcio Newlands
Conf. de bonecos e adereços: Andréa Renck, Gabriela Bardy, Márcio Newlands e Miguel Vellinho
Coordenação geral da montagem: Cia. Pequod de Teatro de Animação

 

sobe

 

Condições Técnicas

 

Público-alvo: adolescente e adulto.
Espaço:
Teatros tradicionais. A relação com a platéia deve ser sempre, frontal.
Dimensões mínimas do palco:
6m de boca-de-cena, 6m de profundidade e 4,5m de altura.
Duração do espetáculo: Ato único com cerca de 1h.
Tempo de montagem: Cerca de 8h.
Tempo de desmontagem: Cerca de 2h.
Necessidades Técnicas:
O espetáculo requer rotunda e penas laterais pretas; São necessárias 03 torres de balé
Pessoal de apoio à montagem: 01 eletricista e 01 ajudante
Equipamento de luz:
mesa de 36 canais com 04 kws por canal, 09 refletores PCs 1000w/220v, 15 refletores elipsoidais
1000w/220v, 14 Peam Beans, 10 Par Foco 2
1000w/110v (seriadas), 2 Par foco 1 1000w/110v
(seriadas), 2 Par Foco 5 1000v/110v (seriadas)
e 01 Set-light 1000w/220v, fiações e extensões.
Equipamento de som:
amplificador, caixas, mesa com 12 canais e 03 aparelhos de CD que serão mixados durante o espetáculo. A potência do equipamento deve estar adequada às características do local da apresentação.
Transporte do cenário:
o cenário pode ser levado em um caminhão-baú pequeno, com cerca de 45 min de tempo para carga e descarga
Elenco:
05 atores-manipuladores, 01 operador de luz, 01 operador de som. Podem ser acomodados em 02 quartos duplos e 01 quarto triplo.
Considerações importantes:
Solicitamos à produção local um saco de cinco quilos de terra SECA E ESCURA, dois tubos pequenos de pólvora, máquina de fumaça e glicerina. - Havendo mais de uma apresentação, ao término da mesma o palco deverá ser varrido e limpo para a próxima sessão.

baixe as condições técnicas e a ficha técnica em formato word aqui.

sobe

 

Críticas

 

Crítica do espetáculo JORNAL DO BRASIL / Caderno B
1o. de dezembro de 1999

Sempre muito bom | Lucia Cerrone
[Todas as alusões ao Grupo Sobrevento existentes nesta crítica referem-se na verdade ao núcleo inicial da Cia Pequod, que surgiria logo após a primeira temporada de Sangue Bom.]

O Sobrevento, completando 13 anos de existência com parte do grupo radicado agora em São Paulo, trouxe ao Rio este ano pelo menos duas grandes produções: Cadê meu herói? e Sangue Bom, este último em temporada no Teatro Gláucio Gill. E se em Cadê meu herói? estava em cena uma nova técnica aperfeiçoada pelo grupo, a luva chinesa, confeccionada por um mamulengueiro de Pernambuco, o Mestre Saúba, em sangue Bom o grupo volta às origens na manipulação direta da técnica japonesa (Bunraku), a mesma usada em Mozart Moments, carro-chefe do Sobrevento, desde 1991. Dessa vez, a volta à velha fórmula traz ao palco novidades muito bem-vindas.

Miguel Vellinho, em sua primeira direção, concebeu um espetáculo em takes cinematográficos de extrema agilidade cênica, sem se descuidar da plasticidade. Os manipuladores em trajes negros. Tão comuns nesse tipo de manipulação, foram trocados por personagens bem caracterizados para a época escolhida, fazendo da sua performance uma extensão do boneco. Com três manipuladores para cada títere, o movimento quase humano dos pequenos "atores" de madeira, tecido e látex conta a história em trama tragicômica.

No imenso palco vazio, ao som de uma trilha musical dramática, chegam os carregadores do porto trazendo caixotes de madeira de diversas dimensões. Quase por mágica, esses caixotes se abrem mostrando diferentes ambientes de um castelo: salas suntuosas com colunas de mármore, quartos de dormir com paredes de pedra, torres e porta de entrada sinistra. Os planos não obedecem à linguagem linear de uma casa e são usados como ambientação diferente para cada take. Em cena, uma entediada suicida encontra no seu Drácula um par perfeito para a vida eterna. Atrapalhando o casal, um galã canastrão caçador de vampiros. Além da história contada, o espetáculo insere no enredo a própria história do teatro dos bonecos, que mistura doses de humor com secular crueldade. Lembranças das porretadas que o Sr. Punch dava na Sra. Judy, o simpático casal que se tornou um símbolo do teatro dos títeres, chega aqui com final quase trágico, ligado a amor, morte e esquartejamento. Tudo muito natural e risível.

Com ambientação perfeita e rica em detalhes luxuosos que caracterizam o gótico nos filmes de terror, o espetáculo tem grande força ainda na iluminação de Renato Machado, que cria pequenos focos para cenas mais intimistas, chegando quase ao close e ampliando raios e trovões no palco inteiro, ao sabor da estética Roger Corman para os filmes de Boris Karloff.

Sangue Bom é um espetáculo cheio de recursos e truques que vem encantando a jovem platéia. Mais que isso, é o teatro de bonecos que, enfim, deixa a carreira de festivais para ganhar temporada regular nos teatros.

 

sobe